BOCA ABISSAL (Balé da Cidade de São Paulo | Rafaela Sahyoun)
BOCA ABISSAL é um espetáculo de dança contemporânea do Balé da Cidade de São Paulo, com coreografia de Rafaela Sahyoun. A obra estreou em maio de 2025 no Theatro Municipal de São Paulo, alcançando grande repercussão de público e crítica, e consolidou sua projeção internacional em turnê pela França, com destaque para a temporada no Théâtre de la Ville, em Paris.
A trilha sonora original foi composta e produzida por Yantó, em diálogo direto com o processo coreográfico. A partir de beats eletrônicos, sintetizadores, coros vocais e percussões acústicas, a música articula diferentes matrizes rítmicas brasileiras, configurando um organismo sonoro vivo que sustenta e amplia a dramaturgia da obra. Em 2025, a trilha foi lançada em formato de álbum, desdobrando a experiência cênica em uma obra musical autônoma.
Fôlego (Balé da Cidade de São Paulo | Rafaela Sahyoun)
Fôlego é uma obra de dança contemporânea do Balé da Cidade de São Paulo, concebida e coreografada por Rafaela Sahyoun. Originalmente desenvolvida em 2022 para os 40 anos do Centro Cultural São Paulo, a peça foi revisitada em 2023 no Theatro Municipal. Em 2025, para as apresentações no Theatro Municipal e no Théâtre de la Ville (Paris), a obra recebeu uma revisão da trilha sonora por Yantó. A dramaturgia investiga o corpo como força pulsante — uma negociação contínua de desejos e distâncias que reflete a condição mutável dos indivíduos como seres sociais.
A dimensão musical constitui um território híbrido: a trilha incorpora obras do projeto sueco The Field (Axel Willner) e composições originais de Yantó, que também assina a montagem e produção musical da trilha.
CRUSH (ELETRO-RAIA | Rafaela Sahyoun)
Com coreografia de Rafaela Sahyoun, CRUSH é um atrito coreográfico que insiste na iminência da falha. Produzido pelo coletivo ELETRO-RAIA, o espetáculo mergulha os performers Inês Galrão e Gustavo Cabral em um labirinto de gestos impressos na memória muscular, buscando desestabilizar os automatismos do desejo domesticado. A dramaturgia emerge do glitch e do esgotamento como uma recusa ativa às expectativas sociais, reivindicando a agência do corpo para reimaginar alianças e afetos sob uma perspectiva queer.
A trilha sonora, assinada por Yantó, radicaliza essa experiência sensorial. Construída a partir de beats eletrônicos, sintetizadores e da manipulação subversiva de áudios de filmes pornôs, a música processa o ruído orgânico em uma paisagem sonora abstrata. Esse território híbrido cria um organismo vivo que pulsa em sincronia com a vulnerabilidade e a força dos corpos em cena.